Alunos inspiram-se na valorização da vida

– O.k. – ele disse depois do que pareceu ser uma eternidade. – Talvez o.k. venha a ser o nosso sempre.
– O.k. – falei.
E foi o Augustus quem desligou…”

Durante o 3º bimestre, na disciplina Português, os alunos do 8º ano leram o livro A CULPA É DAS ESTRELAS, de John Green, com a finalidade de realizarem um trabalho de valorização à vida, ao próximo, seguido de uma avaliação final, relacionando o trabalho produzido à obra em estudo.

Com um tema extremamente complexo, denso e difícil, que é o câncer em dois jovens apaixonados, o autor tratou esse assunto nas páginas do livro com muita delicadeza e ao mesmo tempo muita realidade.  Apesar de ser um livro sobre pessoas com câncer, ele trata de angústias muito comuns a todo ser humano. Angústia da morte, angústia de ser esquecido, de fazer o outro sofrer, da angústia que é estar apaixonado, da dor que precisa ser sentida e que nos dias de hoje parece haver cada vez menos espaço para isso.

Desde o início, com a leitura do livro, o interesse dos alunos pela história de amor entre Hazel e Augustus, protagonistas da obra, foi crescente e satisfatória à realização das outras tarefas.

A segunda parte do trabalho, feita em grupos, foi pesquisar a vida de uma pessoa que tivesse vivenciado uma situação de perda e, que tivesse feito dessa experiência um impulso para ajudar outras pessoas que passaram ou ainda passam por situações parecidas com a dos pais de Hazel, na história.

A terceira parte do trabalho, igualmente em grupos, os alunos visitaram uma instituição (hospital, ONG, orfanato, asilo etc.), à escolha deles, com o objetivo de conhecer um pouco mais sobre o funcionamento da organização e da vida das pessoas que são assistidas no local escolhido à visitação. Nesse momento, os alunos não só viveram situações de muita alegria e compaixão como também fizeram felizes todas as pessoas que tiveram contato com eles.

E, por fim, em sala de aula, e individualmente, produziram um texto, finalizando todo esse processo de doação de amor vivido por eles, e sentido, cada um, a sua maneira. Todo o sucesso desse trabalho se deu, fundamentalmente, pela postura carinhosa e competente dos alunos, mas, não menos importante foi a participação efetiva dos pais, que não se negaram a abraçar a causa e além de motivarem, incentivaram seus filhos a tratar um assunto tão sério e delicado como o abordado.

O mundo atual é de luta e competitividade, existem doenças incuráveis e miséria, e nossos adolescentes já estão percebendo que devem se adaptar a esse mundo com problemas. E cabe à família, em parceria com a escola, inseri-los de forma consciente e madura nesse universo.

Colaboração: Valéria Picorelli Walter

 

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