Majestade Imperial recebe alunos do INSP

Acompanhe, ao final desta matéria, o divertido e lúdico relato do professor Eduardo Coelho sobre a aula de campo em Petrópolis no dia 28 de maio com estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio. O grupo vivenciou um encontro com as marcas da História do Brasil Imperial.

“A pequena casa de Santos Dumont ensinou aos alunos que a praticidade na vida abre portas para novas possibilidades. Foi assim que o inventor brasileiro encontrou espaço para criar novas tecnologias, escrever seus pensares e descansar do agito das grandes cidades”, relata Irmã Jéssica de Souza que também acompanhou o grupo.

Na catedral, os alunos viram a riqueza da arquitetura, da arte dos vitrais neo góticos, o órgão típico do século XVIII nas Igrejas Europeias e viram o mausoléu onde se encontram os restos mortais da família real. No Quitandinha, observaram a grandeza imperial em uma arquitetura, moderna, mas caracterizada pela nobreza e o sentido imperial que circunda toda a cidade de Petrópolis-RJ. Outros espaços foram visitados e enriqueceram o trabalho pedagógico dos professores Eduardo de História e Mônica de redação além da oportunidade de convivência entre alunos e educadores.

Veja, abaixo, o criativo relato do professor.

Imperador D. Pedro II fura greve e recebe alunos do INSP em Petrópolis

Foi com indignação e um certo constrangimento que Vossa Alteza Imperial, D. Pedro II, recebeu dia 28 de maio os alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio do INSP para aula de campo programada pelo Coordenador do Ensino Médio Gabriel Morse; conduzida pelos Professores Eduardo Coelho, Mônica de Carvalho e pelo guia Marcelo; e, acompanhada pela Irmã Jéssica e pela representante do Departamento de Comunicação do INSP, Wleudia Ferreira.

O desconforto de Vossa Majestade não residia no grande contingente de setenta e nove alunos ávidos por descortinar os segredos da cidade imperial, mas, segundo confidenciou ao Prof. Eduardo, na impossibilidade de recebê-los em casa em virtude da greve dos museus. Por isso, sem desmerecer a legitimidade das demandas dos grevistas, D. Pedro II mui respeitosamente furou a paralização e encaminhou a galera do INSP para um voo encantado à “Encantada” – Casa de Santos D umont. Lá, entre chuveiros, balões, relógios de pulso e “14 Bis” – não, ele não inventou o wafers envolto em chocolate! – os inspirados educandos do INSP travaram contato com a inventividade de início do século XX precursora do meio de transporte mais seguro do mundo e, por extensão, de um dos maiores problemas da Copa de 2014: o saguão de espera dos aeroportos brasileiros.

Como não poderia deixar de ser, o Sr. Alcântara ainda intimou seus súditos do INSP a uma experiência mística sem igual: a visita a Catedral de São Pedro. Diante da sacralidade que imperava no interior do templo, alguns alunos aproveitaram e fizeram suas orações. Muitas delas, entre agradecimentos e pedidos, deixavam entreouvir expressões como “primeiro exame de qualificação da UERJ ”.

Após alimentar o espírito, o Imperador deposto em 1889 lembrou que o corpo discente do INSP poderia estar faminto, com seus estômagos tão vazios quanto aquela estrutura de metal encapada com vidro que um dia fora de cristal e repleta de orquídeas. Isto mesmo, o Palácio de Cristal não é de cristal, mas a fome que acometia o povo de Jacarepaguá era de verdade! Seguindo seus sentidos, em especial o paladar, o corpo discente foi parar n o Paladar Restaurante… (trocadilho infame…) como plebeus, o Paladar alimentou a todos como se fossem membros da família coroada. Tanto que para algumas alunas (que pediram discrição quanto a identidade) o projeto Porto Seguro (aquele da formatura num balneário) teve de ser adiado.

Após o almoço, um pouco culpados pelos excessos à mesa, o Imperador exilado quis mostrar que nem só de riqueza formou-se Petrópolis. A frugalidade da vida dos colonos alemães que lá se estabeleceram ficou evidente na Casa do Colono. Nada comparável à miséria das senzalas… Enfim, extemporâneo ao nosso cicerone imperial, o Quitandinha foi o ponto final da viagem inspniana a Petrópolis. Imenso, grandioso, abastado e exagerado (pra que uma piscina com 5m de profundidade?), o Quitandinha deveria se chamar Quitandão. Uma verdadeira ode a perplexidade, como podia ser visto nos pequenos olhares perdidos que tentavam abarcar dimensões desproporcionais.

E foi então que se agigantou a hora de dar tchau. Ao imperador menino, deposto e exilado dedicou-se o até logo da galera do INSP. E antes que se deduza… não, não afogamos a dor da partida na fábrica da Boêmia. Foi na Casa do Alemão!

Colaboração: Prof. Eduardo Coelho

 

 

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