INSP promove palestra de conscientização acerca da depressão infantojuvenil.

Não se mede uma tristeza, não se pesa um sofrimento. O verso do poema de Bráulio Bessa reflete a proposta da campanha de prevenção ao suicídio chamada Setembro Amarelo. A ação mundial entende que a primeira medida preventiva é a educação, é preciso perder o medo e falar sobre o assunto, quebrar tabus e compartilhar informações. É importante compreender que há diferença entre tristeza, luto, saudade e depressão, que é um desequilíbrio da bioquímica cerebral tratável. O INSP recebeu a Doutora em Psicologia, professora da Universidade Federal Fluminense, Mestre em Educação e membro da Comissão Científica da ABENEPI – Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria, Drª Deyse Serra para falar com os  jovens do INSP Vest sobre o tema.

A psicóloga do INSP, Bruna Novaes, alerta que, por ser a adolescência uma fase de muitas transformações, um quadro depressivo pode ser subestimado, confundido com os dilemas típicos da idade. “A intensidade característica da  adolescência faz com que a depressão seja vivida de maneira muito solitária, pois o jovem muitas vezes, ao falar sobre o que sente, tem como resposta que é uma fase que logo irá passar. Na verdade, trata-se de uma combinação de fatores genéticos e ambientais”, explica.

Drª Dayse alerta que, em apenas um ano, as ocorrências envolvendo a faixa etária de 10 a 14 anos aumentaram em drásticos 200%. Ela explicou aos estudantes os sintomas mais comuns que eles podem identificar tanto em si mesmos, quanto nos colegas, como alteração no apetite, no sono,  no humor, entre outros. “Ilustrei a fala com a história do engenheiro que projetou a Ponte dos Marinheiros, na região da Leopoldina, que se matou às vésperas da inauguração, por medo da obra não aguentar o peso e cair. Ela está lá até hoje, o que prova que sempre vale a pena esperar o dia seguinte”.

Segundo a especialista, os suicidas não querem morrer, apenas não conseguem solucionar um problema que gera muito sofrimento. Entre as principais motivações, estão o sentimento de exclusão, de rejeição por alguma condição ou característica, experiências traumáticas, abusos na infância, falta de sentido na vida, primitivismo nas relações e a falta de perspectiva para o futuro. “A intolerância, o preconceito e as relações conflituosas são muito prejudiciais. Assim como a ansiedade em relação ao futuro e o saudosismo. A família deve manter o diálogo sincero, evitar julgamentos”, aconselha.

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